Boto Cor-de-Rosa

O sedutor da Amazônia

O Boto teria sido um jovem guerreiro que, desagradando a um tupã invejoso dos seus dotes másculos, transformou-o em cetáceo, condenando-o a viver nos rios e lagos da Amazônia. Acontece que esse "Deus" vingativo e desapiedado deixou ao Boto belos atributos masculinos, visíveis aos que navegam as grandes avenidas líquidas. E deixou-lhe, também, a brejeirice e o poder acentuado de se aproximar das mulheres e seduzi-las.

O Boto é um ser encantado, amante insaciável, que deixa as mulheres fora de si, fazendo-as esquecerem todas as normas para seguirem somente o impulso ardoroso desse ser de puro gozo e sedução, de amor sem ontem nem amanhã. Ele surge misteriosamente nos bailes, sempre de branco, dança maravilhosamente e nenhuma mulher lhe resiste: "Ela mordeu o sorriso, aceitou silenciosa e dançou..."

Ele é tratado por muitos como o desencaminhador das donzelas e comprometidas. "É provável que no coração da mulher, o Boto seja o grande esperado,... aquele que um dia pode chegar,... o vago, o inesperado herói de todas as histórias de amor."

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